Tuesday, May 17, 2011

Tintin está Chegando

Criado pelo cartunista belga Hergé, Tintin é um jovem e destemido repórter que viaja pelo mundo combatendo o crime, ao lado de seu cachorro, Milou, e outros amigos. O filme será dirigido pelo mestre Steven Spielberg e produzido pelo gênio Peter Jackson (diretor de “O Senhor dos Anéis”). Impossível expectativa maior. Para matar a curiosidade segue abaixo dois cartazes e um teaser trailer.

 



Sunday, May 15, 2011

Paz não é uma Opção!

Está chegando mais um capítulo da saga X-Men. First Class conta como o Professor Charles Xavier e Eric Lensherr, ou melhor Magneto, criaram juntos a escola para mutantes. Depois do Irregular X-Men Origens - Wolverine, a espectativa é de um filme melhor. Bom pelo menos o trailer é interessante.



Wednesday, September 22, 2010

Cinematógrafo Se Meu Apartamento Falasse

Confira o Cinematógrafo, produzido pelo programa Agenda da Rede Minas, que esta semana prestou uma homenagem aos 50 anos do filme "Se meu Apartamento Falasse", do mestre Billy Wilder.


http://www.redeminas.tv/centro-de-midia/agenda/se-meu-apartamento-falasse

Wednesday, December 23, 2009

“O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL OU MAIS UMA HISTÓRIA DE PAPAI NOEL”



Texto: Fernando Tibúrcio


Se você me perguntar qual o verdadeiro sentido do natal, vou me valer da bela animação “O Expresso Polar”, dirigida por Robert Zemeckis, e te responder com outra pergunta. Você já ouviu hoje o som do mágico guiso de natal?


Uma das maiores doenças da contemporaneidade foi transformar o natal numa festa piegas e hipócrita. O consumismo desenfreado e a pequenez humana tomaram conta do que significa esta data.


Festa cristã o natal traz em sua essência alguns símbolos quase imutáveis como o Papai Noel. O problema é que a maioria das pessoas não sabe e nem se interessa pela origem deste mítico personagem, ligando-o apenas à entrega de presentes.


O bom velhinho na realidade é uma transposição da figura de São Nicolau de Mira para nossa festa de natal. Nascido na Turquia no século III e conhecido como acolhedor de pobres e principalmente de crianças este santo ganhou as vestes (se eram vermelhas ou não isto pouco importa), e o nome de Papai Noel.


Esta semana tive a grata oportunidade de entrevistar o frei Cláudio Van Balen, Vigário da Igreja do Carmo em Belo Horizonte. Apesar de ligado à Igreja Católica ele é uma pessoa de mente aberta, sem os dogmas e fundamentalismos que regem a maioria das religiões.


Para explicar a importância da árvore de natal o frei citou o profeta Isaías: “Da cepa brotou a rama. Da rama brotou a flor”, segundo frei Cláudio isto significa que de um tronco velho nasce algo novo, que Jesus nascendo de um homem (José) e de uma mulher (Maria) representa um novo caminho que surge no meio dos homens. Ou seja, a “Boa Nova”.


“Natal é acima de tudo renascimento, é uma festa da natureza do cosmos. É quando todos os elementos do universo estão em harmonia”. Afirma o frei. E ele vai além, “Jesus não está ligado e nem fundou nenhuma religião. Ele iniciou um movimento de confraternização entre os homens, baseado na fé. Não esta fé dogmática e fundamentalista, mas numa fé racional. Isto tudo parece que foi esquecido”.




“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica... Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam?"


Lucas 6:27-36


Este pensamento me remete imediatamente a outras proféticas palavras:



“Imagine se não existisse nenhum país...

Nenhum motivo para matar ou morrer

E nem religião, também,

Imagine todas as pessoas

Vivendo a vida em paz.

Você pode dizer que eu sou um sonhador

Mas não sou o único

Espero que um dia você se junte a nós

E o mundo será um só”.


John Lennon



Então já ouviu o som do m
ágico guiso de natal hoje?









Monday, December 21, 2009

FINALMENTE CHEGOU!!!

Texto: Fernando Tibúrcio

Para quem viveu a década de 80 em toda sua essência, uma ótima notícia é o lançamento – FINALMENTE – da trilogia Karatê Kid em DVD. Os três filmes estrelado por Ralph Macchio e Pat Morita ganham um merecido box. O destaque são para os extras que estão no DVD do primeiro Karatê Kid (Especial Karatê KidI e II; A Arte do Karatê; A Música de Karatê Kid e a Vida do Bonsai), uma verdadeira viagem no tempo para os fãs deste eterno clássico.

P.S.: Prometo uma resenha sobre o filme em breve. Com certeza ele merece!

Tuesday, December 15, 2009

ALMODÓVAR NUNCA ERRA?

Texto: Fábio Ávila Arcanjo

As verdades absolutas são quase sempre nocivas em qualquer tipo de texto, pois elas partem de um clichê e generalizam determinado juízo de valor deixando o espírito crítico contaminado. Geralmente, é possível encontrar pessoas que utilizam tais verdades para analisar trabalhos de alguns diretores. Afirmações como “Os grandes filmes do Spielberg estão no passado”; “Woody Allen sempre acerta” são lugares-comuns e não contribuem para a construção de uma análise bem feita.

Todo esse prólogo tem como objetivo tentar evitar cair nesses clichês ao analisar o novo filme de um diretor idolatrado cujo conjunto da obra justifica todo esse culto que é prestado. Estou falando de Pedro Almodóvar e seu novo grande filme, “Abraços partidos”. A frase feita geralmente atribuída ao espanhol é a seguinte: “Almodóvar nunca erra”.

E querem saber de uma coisa? É muito difícil contestar essa afirmação, ainda mais pra mim que sou fã confesso da obra desse genial cineasta. Muitas pessoas afirmaram que “Abraços partidos” esta longe de ser o seu grande trabalho. Apesar de concordar relativamente com a afirmativa, é inegável que o filme tem grande valor em sua extensa filmografia. Elementos característicos estão mais uma vez presentes, como: paixões avassaladoras, reviravoltas surpreendentes, amores, desamores, traições. Há um diálogo muito intensificado com “A Má Educação” (2004), em minha opinião, um dos melhores filmes do diretor, pois “Abraços Partidos” é extremamente metalingüístico, na medida em que ele analisa o fazer cinema.

O filme tem como figura central, uma personagem masculina, embora a participação da musa do cineasta, Penélope Cruz, seja muito significativa. Lluís Homar, em atuação impressionante, interpreta Mateo Blanco, um cineasta que fica obcecado por sua atriz principal, Lena e acaba vivendo um romance tórrido com ela. Porém, um acidente de carro muda toda a trajetória do diretor que acaba ficando cego. A perda da visão, sentido vital para um diretor de cinema, configura-se em uma mudança na identidade de Mateo que acaba adotando um nome peculiar: Harry Caine e se dedica a escrever, ajudado por sua assistente Judit, a excelente Blanca Portillo e pelo filho dela, Diego (interpretado por Tomás Navas). A entrada de um misterioso personagem intitulado Ray X é o catalisador para que muitas verdades surjam à tona. A cena em que Judit revela para Mateo e Diego alguns segredos que estavam enterrados é impressionante e demonstra a grande capacidade que Almodóvar tem em dirigir seus atores. Blanca Portillo está impecável, mas o destaque fica por conta de Lluís Homar, que havia feito uma participação pequena, mas significativa em “Má Educação”. Em “Abraços partidos”, o ator espanhol confere uma atuação que é digna de louvor.

A produção faz diversos saltos no tempo, o que não atrapalha em nada a fluidez do roteiro. Apesar de possui uma aura trágica, existe um alívio cômico que se faz presente no filme que Mateo Blanco dirige, pois se trata de uma comédia e o diretor faz um interessante contraponto entre a narrativa dramática e a cômica. Inevitável não lembrar de Melinda e Melinda (2005), do grande Woody Allen, mas aqui, diferentemente do trabalho do cineasta americano, Almodóvar não foca as suas lentes para a diferenciação entre os dois estilos, ele apenas utiliza esse elemento para enriquecer a sua bem acabada estória.

Eu costumo dizer que tenho certa inveja das pessoas que puderam assistir no cinema o lançamento de obras de Federico Fellini, Billy Wilder, Luchino Visconti, entre outros. Porém, é um alívio saber que existem diretores como Pedro Almodóvar, que além de atenuar esse tipo de frustração, conseguem transformar o simples ato de assistir um filme em algo indescritível.

Wednesday, March 04, 2009

Super Bowl + Bruce Springsteen = Vida longa à boa cultura americana

Às vezes a gente quer falar sobre muita coisa ao mesmo tempo e acaba não conseguindo falar de nada. Vou tentar em poucas linhas abordar sobre três assuntos, que em princípio, não parecem ser relacionados, mas para quem assistiu o maior evento esportivo dos Estados Unidos perceberá que existe uma relação significativa entre eles. O grande jogo entre Pittsburgh Steelers e Arizona Cardinals; o show do intervalo que ficou por conta do grande ídolo da música americana Bruce Springsteen; e o novo disco do The Boss – carinhoso apelido de Springsteen, que evidencia a adoração que o público americano tem pelo cantor.
O blog tem como principal objetivo analisar e abordar temas relacionados à cultura. E nada mais cultural para o norte americano do que o Futebol Americano, um esporte que está relacionado diretamente à política adotada pelos Estados Unidos, pois tem como principal meta o ganho de território e a expansão dos limites de espaço. Existe a contrapartida, evidentemente, que é impedir que o seu terreno seja invadido. Portanto, nada mais americano do que isso. Mas, querem saber a verdade? Eu adoro esse esporte, e o Super Bowl XLIII foi um dos eventos esportivos mais emocionantes que eu pude acompanhar. Um jogo cheio de variantes e que só foi decidido no final do último quarto.
É verdade que deu a lógica, mas o poderoso e mais vitorioso time da NFL suou para bater o azarão Arizona Cardinals pelo placar de 27 x 23. Destaques para James Harrison, dos Steelers que através de uma interceptação, conseguiu o touchdown de retorno mais longo da história; Santonio Holmes que conseguiu recepcionar uma bola difícil, dando a vantagem final para o time de Pittsburgh e, claro, Ben Roethlisberger, quarterback que demonstrou frieza e bastante técnica ao conseguir reverter uma vantagem no placar que parecia quase impossível. Os Cardinals tiveram como destaque o experiente quarterback Kurt Warner e o excelente wide receiver Larry Fitzgerald, que por pouco não conduziram a equipe de Arizona ao título. Mike Tomlin igualou o feito de Tony Dungy (Indianapolis Colts), sendo o segundo técnico negro a se sagrar campeão do Super Bowl. Enfim, um grande jogo!

Mas onde entra Bruce Springsteen? O leitor deve estar se perguntando. Entra no show do intervalo, esse sim, digno de receber essa nomenclatura, pois, durante aproximadamente 15 minutos, o the boss conseguiu fazer o público esquecer o jogo que estava acontecendo. O destaque ficou por conta da música Working on a Dream, homônima ao novo álbum, que destaca o momento político que os Estados Unidos vêm atravessando. Barack Obama vem, de fato, trabalhando por um sonho e essa música é a grande trilha sonora desse personagem que pode mudar o desnorteado rumo tomado pelos Estados Unidos. Na entrevista coletiva, Springsteen, acostumado com shows de mais de três horas de duração, sugeriu que o público se sentisse como se tivesse errado o caminho e chegado apenas nos 15 minutos final de apresentação. Na verdade foi mais ou menos isso que aconteceu, pois o clima foi bastante de grande intensidade.

Trabalhando por um sonho

Colocando os pingos nos is, devo dizer que não sou profundo conhecedor da obra de Bruce Springsteen. Conheço, sim, as músicas mais batidas e que são ótimas, como, por exemplo, “Born in the USA”; “Born to Run”. “Dancing in the Dark”, entre outras. “Working on a Dream”, lançado no início desse ano, é o 24º disco do cantor, o que convenhamos não é pouca coisa. Não se trata de nenhuma obra prima, mas podem ter certeza que a marca registrada do americano está presente: Músicas, aparentemente simples, mas com um ótimo balanço; arranjos bem feitinhos e um estilo de rock que em vários momentos apresenta uma levada meio country, ou seja, nada diferente daquilo que estamos habituados a ver Bruce Springsteen fazer. Exatamente, por esse motivo, vale uma conferida, principalmente pela música “Working on a Dream”, que, como eu já havia dito, é uma síntese do sentimento americano contemporâneo. Outros destaques ficam por conta de “Queen of the Supermarket”, “Good Eye”, (Rock de primeira qualidade bem old school); “Kingdom of Days” e “Surprise, surprise”. As outras não são necessariamente ruins, mas não me chamaram a atenção. Agora, abrir um cd com uma música insossa como “Outlaw Pete” e fechar com uma tão estranha, no mau sentido, como “A Night With The Jersey Devil” é uma falha quase que imperdoável. Apesar desses pormenores, o novo trabalho do “chefe” é agradável aos ouvidos.

Sunday, November 30, 2008

Ensaio Sobre a Violência


Texto: Fábio Ávila Arcanjo

Minha primeira inclusão nesse universo bloggeiro contempla uma das figuras mais interessantes do cinema contemporâneo: o alemão Michael Haneke. Em primeiro lugar é preciso informar que eu não consegui assistir “Violência Gratuita” (a refilmagem do clássico de 1997), por um motivo simples: o filme ficou em cartaz apenas uma semana (uma brincadeira de mau gosto desse medíocre circuito de exibição que mantêm porcarias como “Jogos Mortais V” várias semanas no ar, deixando outras obras, minimamente mais relevantes, ao relento. Mas isso é assunto pra depois).

Minha primeira experiência com o diretor aconteceu em “A Professora de Piano” (2001). A história da professora frígida, interpretação magistral de Isabelle Hupert, que se envolve em uma relação doentia com um aluno mais jovem é arrebatadora. A partir desse momento, eu passei a procurar toda e qualquer produção dirigida por Michael Haneke. Os filmes vistos a seguir confirmaram a minha primeira impressão: o alemão é um gênio. “Código desconhecido” (2000) (retrato de uma Europa que, definitivamente, não fala a mesma língua, apesar de uma falsa imagem transmitida para o mundo); “Caché” (2005) (um filme altamente metalingüístico, que apesar de não focar o “fazer cinema”, acaba analisando o impacto que as imagens conseguem ter sobre as pessoas) e, evidentemente, a obra prima “Violência Gratuita” (1997). Segue abaixo um pequeno texto sobre o melhor filme de Michael Haneke.




Qual é a sua postura mediante a exposição banalizada da violência nos meios de comunicação? Programas como “Cidade Alerta” e filmes estrelados pelos trogloditas Steven Seagal, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger têm repercussão pela exacerbada carga de violência que eles apresentam. Porém, esses produtos estão anos-luz de buscar uma reflexão sobre o assunto. Uma produção estrelada por Steven Seagal apresenta uma média de 10 a 15 assassinatos e o público alvo se deleita em cada uma delas. “Violência gratuita”, produção austríaca de 1997, contém um número substancialmente menor de mortes e o efeito desse filme nas pessoas é simplesmente devastador.

A estória gira em torno de uma família de classe média alta composta por Georg, Anna e o filho Georgie, que vão passar as férias em uma bela casa de campo situada à beira de um lago. Mas o paraíso se transforma rapidamente em inferno quando dois jovens (Paul e Peter) invadem a propriedade e tomam os membros da família como reféns. A partir daí, o título original do filme é justificado, pois o que acontece são verdadeiros jogos psicológicos, regrados a toques de sadismo e crueldade.

A abertura do filme é simplesmente assustadora: Durante a viagem a caminho da casa, Anna e Georg estão disputando um jogo sobre quem acerta as músicas clássicas que vão sendo tocadas no rádio. De repente, esse clima de tranqüilidade se esvai, quando Haneke corta a música erudita por um Black Metal que parece ter sido brotado das trevas. O expectador já sabe que vem chumbo grosso pela frente.

“Violência Gratuita” é perturbador do início ao fim. Durante os cerca de 100 minutos de projeção, o expectador é convocado a sair da posição de passividade, pois o filme dialoga com o público o tempo inteiro. Em um determinado momento, Anna pede para os bandidos mata-la de uma vez; a resposta deles não poderia ser mais brilhante: “Calma, o filme ainda não está no fim”. O pedido de Anna é o mesmo do público que não agüenta mais tanto terror. Mesmo público que, na maioria das vezes, se diverte quando Steven Seagal entra em um bar e mata todos os bandidos do local.

Outra seqüência é ainda mais notável: quem não se lembra da fita sendo rebobinada (que expressão velha!), o se lembra da fita sendo rebobinada el Haneke em atmes que em, aparentemente, um único momento de catarse para o público. Pois bem, o diretor apertou a tecla Rew, que poderia ser interpretado como um anticlímax, mas na verdade é Haneke conversando com o expectador (“Hei amigo, você não está assistindo a um filme de Michael Bay ou Tony Scott”). A crítica é feroz para pessoas que produzem e consomem, em demasia, produtos estilizados e que abordam a violência de forma banalizada.

Às vezes eu me pego com certa inveja de pessoas mais velhas, que tiveram a oportunidade de assistir o “novo filme” do Fellini, Truffaut, e tantos outros mestres no cinema. Imagine uma roda de amigos onde rola o seguinte diálogo: “Puxa vida, vai estrear nesse final de semana o novo filme do Billy Wilder. Acho que o nome é “Pacto de Sangue”. Vamos combinar de ir?”. Pois bem amigos, guardadas as devidas proporções, esse mesmo diálogo pode acontecer atualmente, quando Michael Haneke realizar seus próximos filmes, mas, por favor, seja rápido, pois você pode ter apenas um final de semana para assisti-los.

Nosso novo colaborador


Depois de mais uma eternidade sem nenhum post, é com grande prazer que o Cinema e Algo Mais volta a ativa, agora com a colaboração do meu grande amigo e jornalista Fábio Ávila Arcanjo, que torna-se co-criador deste pequeno espaço de reflexão sobre o cinema e afins.

Sunday, December 30, 2007

Finalmente O Hobbit



Depois de muito tempo ausente volto a postar falando de uma das grandes notícias cinematográficas do ano – pelo menos para mim – a adaptação do livro “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien (o mesmo autor da trilogia “O Senhor dos Anéis”). Depois de uma longa briga de bastidores, envolvendo os rendimentos de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”, o estúdio New Line Cinema e o produtor/roteirista e diretor Peter Jackson entraram em um acordo e vão produzir juntos “O Hobbit”. Como já é de senso comum este é o livro que precede aos fatos ocorridos na trilogia “O Senhor dos Anéis” (prometo um post especial sobre este magnífico livro, que em 2007 completou 70 anos de publicação). A nota negativa para os fãs dos filmes é que, provavelmente, não será Jackson o diretor desta nova empreitada – ele deve ficar apenas como produtor executivo – os nomes cogitados inicialmente para assumir a batuta da direção são: Sam Raimi (Trilogia Homem Aranha), Alfonso Cuarón (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) e o meu favorito Guilhermo Del Toro (O Labirinto do Fauno). Serão dois filmes baseados na obra de Tolkien com previsão de estréia para 2010 e 2011.

Friday, January 19, 2007

Trilogia da Morte

Babel do cineasta mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu, encerra sua Trilogia da Morte, que se completa com Amores brutos, de 2000, e 21 Gramas, de 2003. Os três filmes utilizam a mesma estrutura: histórias distintas que em um determinado momento da narrativa se encontram. Pequenos elementos são os pontos de intercessão entre as histórias de cada filme e acabam responsáveis por outra característica marcante da trilogia: as situações limite pelas quais passam cada personagem.
Em Amores Brutos a paixão desmedida é o tema principal. O diretor passeia pelas diferentes atmosferas de cada história sem perder o equilíbrio entre a ferocidade, a naturalidade e a introspecção.
Em 21 gramas a perda é o centro de todos os conflitos. Neste o diretor e o roteirista, Guilhermo Arriaga, vão além e brincam também com a cronologia de suas histórias, o que causa um envolvimento mais intenso do espectador com o filme. Marcados por tragédias os pobres seres humanos de 21 Gramas são a imagem real da dificuldade que temos em enfrentar o vazio provocado pela ausência.
Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático (2007), Babel não traz no seu nome essa referência bíblica por acaso. O filme trabalha com as diferenças culturais e a desumanização das relações entre as pessoas do mundo contemporâneo. E, como em todos os outros, a relação entre pais e filhos também se apresenta de maneira contundente.
Ao assistir esses três filmes não é importante montar uma história linear; o grande desafio talvez seja encontrar a morte, que realmente permeia cada filme; seja ela física, social ou psicológica.

Gênio Scorsese

Nos anos 70 Hollywood passou por um choque de estilo. A capital do cinema deixou de lado o idealismo do American Way Of Life para mostrar um outro lado dos Estados Unidos. Jovens barbudos e ousados introduziram no cinema comercial um caráter experimental e autoral. Esta é a geração de Steven Spilberg, Brian De Palma, Francis Ford Copola, George Lucas E Martin Scorsese.

De todos, Scorsese foi o que mais explorou um cenário urbano sujo, despojado e decadente; caracterizado por uma fotografia escura e claustrofóbica, fruto de sua infância entre gangues e policiais no bairro do Queens em Nova York.
o adjetivo que mais se enquadra no cinema realizado por Scorsese é "Artífice da Violência". Em seus filmes o diretor não faz uma apologia a violência, mas uma análise sobre a violência na natureza humana.
Caminhos Perigosos, que inaugurou sua parceria com atores como Robert de Niro e Harvey Keitel, é um bom reflexo deste estilo. Já em Táxi Driver ele cria uma realidade insana e alucinógena, onde as noções de certo e errado misturam-se. Talvez pela paranóia do ex-combatente do Vietnam Travis Bickle.
Em sua busca pelo experimentalismo chegou ao polêmico A Última Tentação de Cristo, feito a partir do livro do grego Nikos Kazantizaquis. Rotulado pelos católicos de obra indecorosa e execrável, o filme é um ensaio filosófico sobre a figura de Jesus Cristo enquanto homem. O que poucas pessoas sabem é que para realizar A Última Tentação de Cristo, Martin Scorsese assinou um contrato com a Universal em que ele comprometia-se a fazer outro longa, só que com apelo mais comercial. Deste acordo saiu O Cabo do Medo, suspense estrelado, como de costume, por Robert de Niro. Quem dera todos os filmes comerciais fossem assim.
Não é incomum discussões sobre o melhor Scorsese. Alguns preferem Os Bons Companheiros, filme sobre um tipo de máfia ítalo-americana que, diferente daquilo feito por Copolla em O Poderoso Chefão, aposta num universo menos glamoroso da máfia. Considerado um dos cem maiores filmes da história, Touro Indomável, inevitavelmente acaba apontado como o grande filme de Martin Scorsese. a cineobiografia do pugilista Jake La Motta, diferente do que possa parecer à primeira vista, não refere-se ao boxe. Na realidade Scorsese faz um tratado sobre a agressividade e a dificuldade humana em se comunicar.
Vale lembrar que Martin Scorsese também dirigiu documentários. Para quem se interessar por este outro lado do diretor uma boa pedida é No Direction Home, uma viagem pela alma do rock n’ roll por meio da vida e obra do músico Bob Dylan.
Apesar das inúmeras indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro seu trabalho como diretor teve um tardio reconhecimento. 22 anos depois da Palma de Ouro de melhor diretor no Festival de Cannes por Depois de Horas, ele recebeu o Globo de Ouro, também de melhor diretor, por Os Infiltrados. No filme, Scorsese sedimenta sua parceria com Leonardo Di Caprio e inaugura, tomara, uma nova com, nada mais, nada menos que Jack Nicholson.
Sobrancelhas arqueadas, sorriso inconfundível e aquele irretocável talento. Jack é como vinho de casta nova, quanto mais velho melhor. Dessa genial união sai o gangster Frank Costello. Imprevisível e desequilibrado o chefe da máfia em South Boston é um psicopata violento que mesmo em silêncio torna-se intimidador.
Na trilha sonora do filme, assinada pelo maestro Howard Shore, e em cada fotograma parece que estamos fazendo uma viagem no tempo, de volta aos anos 70 e ao velho estilo, que consagrou o diretor no início de sua carreira. Então que o perfeccionismo de Martin Scorsese, mais uma vez tome conta do mundo do cinema.

Thursday, August 31, 2006

Estréias - A Dama na Água


Depois do sucesso de “O Sexto Sentido” e “Corpo Fechado” e do fracasso de “Sinais e “A Vila”, o novo filme do diretor indiano M. Nigth Shyamalan, “A Dama na Água”, pode ser visto como um desempate na sua carreira, seja para o bem ou para o mal.

A piscina de um típico complexo de apartamentos na Filadélfia é a morada de uma narf, ou ninfa das águas, que é descoberta pelo zelador interpretado por Paul Giamatti. Ela precisa completar uma tarefa e retornar para seu mundo. Mais uma vez Shyamalan utiliza o fantástico e cria uma mitologia própria, eco das histórias de ninar que ele contava para suas filhas.

Ao trazer a magia para o cotidiano patético do zelador, perde-se a fantasia. Fica difícil acreditar numa história mítica que se passa num mundo tão cínico como o nosso. Mesmo com as boas interpretações de Giamatti e Bryce Dallas Howard, “A Dama na Água” acaba afundando em seus próprios erros. O placar agora está negativo para Shyamalan.

Tuesday, August 01, 2006

FIT BH 2006


O espetáculo “Arca” do grupo polonês Ósmego Dnia, que abriu o FIT BH 2006, apresentou para a platéia uma história com estrutura épica, grandiosa e de muita beleza estética, fruto do trabalho de um grupo que tem mais de 30 anos de atividades e mais de quarenta espetáculos no currículo.

Fogo, luzes e muita musica. Durante todo o espetáculo o público foi bombardeado por imagens de encher os olhos. No início um confuso casamento com atmosfera cigana regado a muita bebida. O caos é instalado quando um pequeno barco de bárbaros invade e incendeia a cidade. Os moradores sobreviventes fogem com o pouco que lhes resta, até que finalmente a arca passeia no meio do público em busca de seu destino.
Apesar da beleza visual o espetáculo não consegue atingir o público, talvez por sua linha conceitual. A oitava edição do FIT BH zarpou, porém seu espetáculo de abertura não conseguiu bons ventos para velejar plenamente.

Friday, June 16, 2006

Carta a Carlos Alberto Parreira


Prezado Senhor Técnico da Seleção Brasileira de Futebol,

Não sei o quanto você sabe sobre a expectativa do povo brasileiro com a Copa do Mundo. Permita-me descrever algumas imagens que podem demonstrar o tamanho da paixão que o brasileiro sente pela sua seleção:

Às vésperas do jogo de estréia contra a Croácia, sempre que eu me dirigia ao trabalho ficava impressionado com a enorme quantidade de enfeites pelas ruas. Nos carros as pessoas exibiam com orgulho a bandeira brasileira e até mesmo nas moradias mais humildes era possível visualizar o nosso verde e amarelo, isso em casas e locais onde as pessoas não têm motivo algum para expressar seu patriotismo. Depois do jogo e daquela atuação medíocre confesso que senti um desânimo geral, não é para menos! Sei que é complicado lidar com favoritismo e faço idéia o quanto deve ser difícil trabalhar com estrelas, mas me vejo na obrigação de deixar um recado para que você passe a seus comandados: Quando entrarem em campo, em qualquer jogo, lembrem-se daqueles jogadores que vieram antes de vocês e que são a base de sustentação do sucesso de nosso futebol. Eles ganhavam muito menos e jogavam muito mais!

Tuesday, June 06, 2006

Em Cartaz - maio 2006

Em maio consegui assistir a dois blockbusters que estão em cartaz, o primeiro foi X-Men: O Confronto Final.

Seqüência da franquia iniciada por Brian Singer em 2000, o filme está agora nas mãos do diretor Brett Ratner que, contradizendo as expectativas, fez um ótimo trabalho. A primeira qualidade do longa de Ratner é que ele não ignorou as seqüências anteriores, pensando em dar um toque pessoal ao filme. Seu X-men é realmente uma seqüência. Outro ponto alto é a profundidade da história, o enredo é mais dramático, o que delineia ainda mais as características de cada personagem, já o sub-enredo permanece o mesmo, X-Men continua sinônimo de crítica ao racismo e a xenofobia.

P.S: Vale a pena esperar o término dos créditos finais!!!

Já O Código Da Vinci deixou a desejar. A adaptação que o diretor Ron Howard fez do Best Seller de Dan Brown não faz jus nem ao que o livro traz de melhor: o suspense. Ron Howard parece sempre estar correndo com a história para que nada fique de fora. As intervenções que o roteiro realiza são sofríveis, salvo aquela que transforma os dois criptex em um só. Se o livro já era repleto de informações infundadas e sem comprovação histórica o filme chega como uma grande sacada comercial. Visto o mundo de publicações e documentários que surgiram após a publicação de O Código Da Vinci, não é surpresa alguma Hollywood querer sua fatia do bolo.

Wednesday, May 24, 2006

O filme dos filmes


Quando escutei pela primeira algo sobre o "Cidadão Kane" pensei logo que seria um filme, no mínimo, chato. Nas minhas diversas idas à locadora sempre esbarrava com a fita (na época não havia dvd), na prateleira dos clássicos. Comecei a fazer jornalismo e o dito continuava a me perseguir. Era Kane pra cá, Kane pra lá! Foi então que minha professora de Fundamentos de Cinema passou trechos do filme e eu percebi o tamanho da minha ignorância. Tratei logo de alugar e assitir, e a cada sequência eu me impressionava mais. Ele trata da manutenção do poder e de como esse poder pode afetar a vida das pessoas, principalmente pessoas inocentes como uma criança. Kane também fala da importância das coisas simples da vida, como um trenó. Muitas pessoas podem preguntar: o que faz de "Cidadão Kane" o melhor filme de todos os tempos (escolhido pelo American Film Institute em 1998)? Depois das revoluções causadas por Griffith e seu "O Nascimento de uma Nação" e por Eisenstein e "O Encouraçado Potemkin"; Orson Welles trouxe o que podemos chamar de cinema moderno. Ele não foi o primeiro a introduzir flashbacks, mas a maneira como ele utilizou esse recurso é que pode ser considerada inovadora; o filme inteiro é um grande flashback. Ele não foi o primeiro a trabalhar o sentido de luz e sombra (coisa que o expressionismo já realizara), mas soube utilizar isso como uma homenagem à escola alemã e com isso deu características específicas aos diferentes momentos da vida do personagem principal.
O filme é um amontoado de histórias que recriam a tragetória do "fictício" maganata da imprensa americana Charles Foster Kane. Seu início obscuro contrasta com a sequência do cine-jornal em que o diretor mostra, de forma rápida e funcional, toda vida de Charlie Kane; para depois se ater aos sentimentos e opiniões particulares que pessoas próximas tinham dele. "Cidadão Kane" trouxe para Orson Welles o devido reconhecimento artístico, calando a boca de muitos que não acreditavam no talento daquele jovem debutante em cinema, mas foi também o responsável pelo início da decadência do diretor. O milionário da imprensa americana, William Randolph Hearst, se identificou com Kane e partiu numa batalha para destruir o filme. Sua influência em Hollywood era enorme e ele trabalhou incessantemente para que Kane não fosse lançado. Hearst não conseguiu e o filme estreou em primeiro de maio de 1941, mas o boicote que seus jornais fizeram ao filme levou Kane a fracassar nas bilheterias o que quase causou a falência do estúdio RKO. No Oscar, Kane estava concorrendo a 8 prêmios, inclusive melhor filme, mas venceu apenas Melhor Roteiro, que Orson Welles precisou dividir com Herman J. Mankiewicz. "Cidadão Kane" só conseguiu um lugar ao sol 20 anos após seu lançamento. Depois dos estudos que o crítico André Bazin realizou sobre o filme ele foi apontado pelo British Film Institute, em 1962, como a obra cinematográfica mais importante de todos os tempos. Ainda hoje ele apresenta criatividade narrativa, originalidade técnica e beleza visual, "Cidadão Kane" pode e deve ser considerado como o marco zero do cinema moderno.

Friday, May 05, 2006

Nada a dizer

Bom, acabei de criar meu blog e por enquanto não tenho nada a dizer.