Este é um espaço dedicado para alguns pensamentos sobre cinema e outras manifestações culturais.
Sunday, December 11, 2011
Arte é um ato de fé!
Sunday, November 27, 2011
Quando filmes ruins falam com a gente
Thursday, November 17, 2011
ao longo do filme que cabe a eles romper com o isolacionismo construído pela cidade. Não é o destino ou o outro que vai te tirá-los da solidão. Eles ajudam, mas são quase um gracejo da vida. Tanto Martin quanto Mariana devem construir, na clandestinidade que seja, suas janelas e conexões para o mundo e para o outro. A partir daí achar o “Wally”, de Mariana, é apenas uma questão de escolha. Como em “500 dias com ela” o longa se constrói em ciclo. É montado de maneira há ter na cidade seu maior personagem, a cola e o abismo das vidas. A cidade hipermoderna é ao mesmo tempo racional e anárquica, aproxima e afasta, regula e liberta. Outra referencia de Tarretto (explicita no DVD que Martin leva para todo lado) é Jaques Tati. Talvez o melhor cineasta que captou a difícil, e sutil, relação do homem com seu espaço urbano. Gustavo não consegue(e nem pretende) a contundência da crítica de Tati, mas faz um filme que diverte e reflete sobre seu tempos. Recomendado!
Thursday, June 16, 2011
Haikai animado - My Neighbors the Yamadas (1999)
O haikai é uma forma de poesia japonesa da qual gosto muito. Ela é bem curta, valorizando a objetividade e a concisão do tema escolhido. Contudo, o fato de ser pequena não a torna simplória, pelo contrário, o haikai costuma fazer a gente pensar bastante e sempre traz em si simplicidade e profundidade ao mesmo tempo.Apesar das críticas terem sido boas à época de seu lançamento, não foi um filme de grande bilheteria. Contudo, a animação recebeu o "Prêmio de Excelência para a Animação" em 1999, no "Japan Media Arts Festival".
Tuesday, May 17, 2011
Tintin está Chegando
Sunday, May 15, 2011
Paz não é uma Opção!
Wednesday, September 22, 2010
Cinematógrafo Se Meu Apartamento Falasse
http://www.redeminas.tv/centro-de-midia/agenda/se-meu-apartamento-falasse
Wednesday, December 23, 2009
“O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL OU MAIS UMA HISTÓRIA DE PAPAI NOEL”
Texto: Fernando Tibúrcio
Se você me perguntar qual o verdadeiro sentido do natal, vou me valer da bela animação “O Expresso Polar”, dirigida por Robert Zemeckis, e te responder com outra pergunta. Você já ouviu hoje o som do mágico guiso de natal?
Uma das maiores doenças da contemporaneidade foi transformar o natal numa festa piegas e hipócrita. O consumismo desenfreado e a pequenez humana tomaram conta do que significa esta data.
Festa cristã o natal traz em sua essência alguns símbolos quase imutáveis como o Papai Noel. O problema é que a maioria das pessoas não sabe e nem se interessa pela
origem deste mítico personagem, ligando-o apenas à entrega de presentes.
O bom velhinho na realidade é uma transposição da figura de São Nicolau de Mira para nossa festa de natal. Nascido na Turquia no século III e conhecido como acolhedor de pobres e principalmente de crianças este santo ganhou as vestes (se eram vermelhas ou não isto pouco importa), e o nome de Papai Noel.
Esta semana tive a grata oportunidade de entrevistar o frei Cláudio Van Balen, Vigário da Igreja do Carmo
Para explicar a importância da árvor
e de natal o frei citou o profeta Isaías: “Da cepa brotou a rama. Da rama brotou a flor”, segundo frei Cláudio isto significa que de um tronco velho nasce algo novo, que Jesus nascendo de um homem (José) e de uma mulher (Maria) representa um novo caminho que surge no meio dos homens. Ou seja, a “Boa Nova”.
“Natal é acima de tudo renascimento, é uma festa da natureza do cosmos. É quando todos os elementos do universo estão em harmonia”. Afirma o frei. E ele vai além, “Jesus não está ligado e nem fundou nenhuma religião. Ele iniciou um movimento de confraternização entre os homens, baseado na fé. Não esta fé dogmática e fundamentalista, mas numa fé racional. Isto tudo parece que foi esquecido”.
“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica... Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam?"
Lucas 6:27-36
Este pensamento me remete imediatamente a outras proféticas palavras
:
“Imagine se não existisse nenhum país...
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também,
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz.
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Espero que um dia você se junte a nós
E o mundo será um só”.
John Lennon
Então já ouviu o som do mágico
guiso de natal hoje?
Monday, December 21, 2009
FINALMENTE CHEGOU!!!
Texto: Fernando TibúrcioPara quem viveu a década de 80 em toda sua essência, uma ótima notícia é o lançamento – FINALMENTE – da trilogia Karatê Kid em DVD. Os três filmes estrelado por Ralph Macchio e Pat Morita ganham um merecido box. O destaque são para os extras que estão no DVD do primeiro Karatê Kid (Especial Karatê KidI e II; A Arte do Karatê; A Música de Karatê Kid e a Vida do Bonsai), uma verdadeira viagem no tempo para os fãs deste eterno clássico.
P.S.: Prometo uma resenha sobre o filme em breve. Com certeza ele merece!
Tuesday, December 15, 2009
ALMODÓVAR NUNCA ERRA?
Texto: Fábio Ávila ArcanjoAs verdades absolutas são quase sempre nocivas em qualquer tipo de texto, pois elas partem de um clichê e generalizam determinado juízo de valor deixando o espírito crítico contaminado. Geralmente, é possível encontrar pessoas que utilizam tais verdades para analisar trabalhos de alguns diretores. Afirmações como “Os grandes filmes do Spielberg estão no passado”; “Woody Allen sempre acerta” são lugares-comuns e não contribuem para a construção de uma análise bem feita.
Todo esse prólogo tem como objetivo tentar evitar cair nesses clichês ao analisar o novo filme de um diretor idolatrado cujo conjunto da obra justifica todo esse culto que é prestado. Estou falando de Pedro Almodóvar e seu novo grande filme, “Abraços partidos”. A frase feita geralmente atribuída ao espanhol é a seguinte: “Almodóvar nunca erra”.
E querem saber de uma coisa? É muito difícil contestar essa afirmação, ainda mais pra mim que sou fã confesso da obra desse genial cineasta. Muitas pessoas afirmaram que “Abraços partidos” esta longe de ser o seu grande trabalho. Apesar de concordar relativamente com a afirmativa, é inegável que o filme tem grande valor em sua extensa filmografia. Elementos característicos estão mais uma vez presentes, como: paixões avassaladoras, reviravoltas surpreendentes, amores, desamores, traições. Há um diálogo muito intensificado com “A Má Educação” (2004), em minha opinião, um dos melhores filmes do diretor, pois “Abraços Partidos” é extremamente metalingüístico, na medida em que ele analisa o fazer cinema.
O filme tem co
mo figura central, uma personagem masculina, embora a participação da musa do cineasta, Penélope Cruz, seja muito significativa. Lluís Homar, em atuação impressionante, interpreta Mateo Blanco, um cineasta que fica obcecado por sua atriz principal, Lena e acaba vivendo um romance tórrido com ela. Porém, um acidente de carro muda toda a trajetória do diretor que acaba ficando cego. A perda da visão, sentido vital para um diretor de cinema, configura-se em uma mudança na identidade de Mateo que acaba adotando um nome peculiar: Harry Caine e se dedica a escrever, ajudado por sua assistente Judit, a excelente Blanca Portillo e pelo filho dela, Diego (interpretado por Tomás Navas). A entrada de um misterioso personagem intitulado Ray X é o catalisador para que muitas verdades surjam à tona. A cena
A produção faz diversos saltos no tempo, o que não atrapalha em nada a fluidez do roteiro. Apesar de possui uma aura trágica, existe um alívio cômico que se faz presente no filme que Mateo Blanco dirige, pois se trata de uma comédia e o diretor faz um interessante contraponto entre a narrativa dramática e a cômica. Inevitável não lembrar de Melinda e Melinda (2005), do grande Woody Allen, mas aqui, diferentemente do trabalho do cineasta americano, Almodóvar não foca as suas lentes para a diferenciação entre os dois estilos, ele apenas utiliza esse elemento para enriquecer a sua bem acabada estória.
Eu costumo dizer que tenho certa inveja das pessoas que pud
eram assistir no cinema o lançamento de obras de Federico Fellini, Billy Wilder, Luchino Visconti, entre outros. Porém, é um alívio saber que existem diretores como Pedro Almodóvar, que além de atenuar esse tipo de frustração, conseguem transformar o simples ato de assistir um filme em algo indescritível.
Wednesday, March 04, 2009
Super Bowl + Bruce Springsteen = Vida longa à boa cultura americana
Às vezes a gente quer falar sobre muita coisa ao mesmo tempo e acaba não conseguindo falar de nada. Vou tentar em poucas linhas abordar sobre três assuntos, que em princípio, não parecem ser relacionados, mas para quem assistiu o maior evento esportivo dos Estados Unidos perceberá que existe uma relação significativa entre eles. O grande jogo entre Pittsburgh Steelers e Arizona Cardinals; o show do intervalo que ficou por conta do grande ídolo da música americana Bruce Springsteen; e o novo disco do The Boss – carinhoso apelido de Springsteen, que evidencia a adoração que o público americano tem pelo cantor.O blog tem como principal objetivo analisar e abordar temas relacionados à cultura. E nada mais cultural para o norte americano do que o Futebol Americano, um esporte que está relacionado diretamente à política adotada pelos Estados Unidos, pois tem como principal meta o ganho de território e a expansão dos limites de espaço. Existe a contrapartida, evidentemente, que é impedir que o seu terreno seja invadido. Portanto, nada mais americano do que isso. Mas, querem saber a verdade? Eu adoro esse esporte, e o Super Bowl XLIII foi um dos eventos esportivos mais emocionantes que eu pude acompanhar. Um jogo cheio de variantes e que só foi decidido no final do último quarto.
É verdade que deu a lógica, mas o poderoso e mais vitorioso time da NFL suou para bater o azarão Arizona Cardinals pelo placar de 27 x 23. Destaques para James Harrison, dos Steelers que através de uma interceptação, conseguiu o touchdown de retorno mais longo da história; Santonio Holmes que conseguiu recepcionar uma bola difícil, dando a vantagem final para o time de Pittsburgh e, claro, Ben Roethlisberger, quarterback que demonstrou frieza e bastante técnica ao conseguir reverter uma vantagem no placar que parecia quase impossível. Os Cardinals tiveram como destaque o experiente quarterback Kurt Warner e o excelente wide receiver Larry Fitzgerald, que por pouco não conduziram a equipe de Arizona ao título. Mike Tomlin igualou o feito de Tony Dungy (Indianapolis Colts), sendo o segundo técnico negro a se sagrar campeão do Super Bowl. Enfim, um grande jogo!
Mas onde entra Bruce Springsteen? O leitor deve estar se perguntando. Entra no show do intervalo, esse sim, digno de receber essa nomenclatura, pois, durante aproximadamente 15 minutos, o the boss conseguiu fazer o público esquecer o jogo que estava acontecendo. O destaque ficou por conta da música Working on a Dream, homônima ao novo álbum, que destaca o momento político que os Estados Unidos vêm atravessando. Barack Obama vem, de fato, trabalhando por um sonho e essa música é a grande trilha sonora desse personagem que pode mudar o desnorteado rumo tomado pelos Estados Unidos. Na entrevista coletiva, Springsteen, acostumado com shows de mais de três horas de duração, sugeriu que o público se sentisse como se tivesse errado o caminho e chegado apenas nos 15 minutos final de apresentação. Na verdade foi mais ou menos isso que aconteceu, pois o clima foi bastante de grande intensidade.Trabalhando por um sonho
Colocando os pingos nos is, devo dizer que não sou profundo conhecedor da obra de Bruce Springsteen. Conheço, sim, as músicas mais batidas e que são ótimas, como, por exemplo, “Born in the USA”; “Born to Run”. “Dancing in the Dark”, entre outras. “Working on a Dream”, lançado no início desse ano, é o 24º disco do cantor, o que convenhamos não é pouca coisa. Não se trata de nenhuma obra prima, mas podem ter certeza que a marca registrada do americano está presente: Músicas, aparentemente simples, mas com um ótimo balanço; arranjos bem feitinhos e um estilo de rock que em vários momentos apresenta uma levada meio country, ou seja, nada diferente daquilo que estamos habituados a ver Bruce Springsteen fazer. Exatamente, por esse motivo, vale uma conferida, principalmente pela música “Working on a Dream”, que, como eu já havia dito, é uma síntese do sentimento americano contemporâneo. Outros destaques ficam por conta de “Queen of the Supermarket”, “Good Eye”, (Rock de primeira qualidade bem old school); “Kingdom of Days” e “Surprise, surprise”. As outras não são necessariamente ruins, mas não me chamaram a atenção. Agora, abrir um cd com uma música insossa como “Outlaw Pete” e fechar com uma tão estranha, no mau sentido, como “A Night With The Jersey Devil” é uma falha quase que imperdoável. Apesar desses pormenores, o novo trabalho do “chefe” é agradável aos ouvidos.Sunday, November 30, 2008
Ensaio Sobre a Violência
Qual é a sua postura mediante a exposição banalizada da violência nos meios de comunicação? Programas como “Cidade Alerta” e filmes estrelados pelos trogloditas Steven Seagal, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger têm repercussão pela exacerbada carga de violência que eles apresentam. Porém, esses produtos estão anos-luz de buscar uma reflexão sobre o assunto. Uma produção estrelada por Steven Seagal apresenta uma média de 10 a 15 assassinatos e o público alvo se deleita em cada uma delas. “Violência gratuita”, produção austríaca de 1997, contém um número substancialmente menor de mortes e o efeito desse filme nas pessoas é simplesmente devastador.A estória gira em torno de uma família de classe média alta composta por Georg, Anna e o filho Georgie, que vão passar as férias em uma bela casa de campo situada à beira de um lago. Mas o paraíso se transforma rapidamente em inferno quando dois jovens (Paul e Peter) invadem a propriedade e tomam os membros da família como reféns. A partir daí, o título original do filme é justificado, pois o que acontece são verdadeiros jogos psicológicos, regrados a toques de sadismo e crueldade.
A abertura do filme é simplesmente assustadora: Durante a viagem a caminho da casa, Anna e Georg estão disputando um jogo sobre quem acerta as músicas clássicas que vão sendo tocadas no rádio. De repente, esse clima de tranqüilidade se esvai, quando Haneke corta a música erudita por um Black Metal que parece ter sido brotado das trevas. O expectador já sabe que vem chumbo grosso pela frente.
“Violência Gratuita” é perturbador do início ao fim. Durante os cerca de 100 minutos de projeção, o expectador é convocado a sair da posição de passividade, pois o filme dialoga com o público o tempo inteiro. Em um determinado momento, Anna pede para os bandidos mata-la de uma vez; a resposta deles não poderia ser mais brilhante: “Calma, o filme ainda não está no fim”. O pedido de Anna é o mesmo do público que não agüenta mais tanto terror. Mesmo público que, na maioria das vezes, se diverte quando Steven Seagal entra em um bar e mata todos os bandidos do local.
Outra seqüência é ainda mais notável: quem não se lembra da fita sendo rebobinada (que expressão velha!), o se lembra da fita sendo rebobinada el Haneke em atmes que em, aparentemente, um único momento de catarse para o público. Pois bem, o diretor apertou a tecla Rew, que poderia ser interpretado como um anticlímax, mas na verdade é Haneke conversando com o expectador (“Hei amigo, você não está assistindo a um filme de Michael Bay ou Tony Scott”). A crítica é feroz para pessoas que produzem e consomem, em demasia, produtos estilizados e que abordam a violência de forma banalizada.
Às vezes eu me pego com certa inveja de pessoas mais velhas, que tiveram a oportunidade de assistir o “novo filme” do Fellini, Truffaut, e tantos outros mestres no cinema. Imagine uma roda de amigos onde rola o seguinte diálogo: “Puxa vida, vai estrear nesse final de semana o novo filme do Billy Wilder. Acho que o nome é “Pacto de Sangue”. Vamos combinar de ir?”. Pois bem amigos, guardadas as devidas proporções, esse mesmo diálogo pode acontecer atualmente, quando Michael Haneke realizar seus próximos filmes, mas, por favor, seja rápido, pois você pode ter apenas um final de semana para assisti-los.
Nosso novo colaborador
Sunday, December 30, 2007
Finalmente O Hobbit

Friday, January 19, 2007
Trilogia da Morte
Babel do cineasta mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu, encerra sua Trilogia da Morte, que se completa com Amores brutos, de 2000, e 21 Gramas, de 2003. Os três filmes utilizam a mesma estrutura: histórias distintas que em um determinado momento da narrativa se encontram. Pequenos elementos são os pontos de intercessão entre as histórias de cada filme e acabam responsáveis por outra característica marcante da trilogia: as situações limite pelas quais passam cada personagem.
Em Amores Brutos a paixão desmedida é o tema principal. O diretor passeia pelas diferentes atmosferas de cada história sem perder o equilíbrio entre a ferocidade, a naturalidade e a introspecção.
Em 21 gramas a perda é o centro de todos os conflitos. Neste o diretor e o roteirista, Guilhermo Arriaga, vão além e brincam também com a cronologia de suas histórias, o que causa um envolvimento mais intenso do espectador com o filme. Marcados por tragédias os pobres seres humanos de 21 Gramas são a imagem real da dificuldade que temos em enfrentar o vazio provocado pela ausência.Gênio Scorsese
Nos anos 70 Hollywood passou por um choque de estilo. A capital do cinema deixou de lado o idealismo do American Way Of Life para mostrar um outro lado dos Estados Unidos. Jovens barbudos e ousados introduziram no cinema comercial um caráter experimental e autoral. Esta é a geração de Steven Spilberg, Brian De Palma, Francis Ford Copola, George Lucas E Martin Scorsese.
Tentação de Cristo, feito a partir do livro do grego Nikos Kazantizaquis. Rotulado pelos católicos de obra indecorosa e execrável, o filme é um ensaio filosófico sobre a figura de Jesus Cristo enquanto homem. O que poucas pessoas sabem é que para realizar A Última Tentação de Cristo, Martin Scorsese assinou um contrato com a Universal em que ele comprometia-se a fazer outro longa, só que com apelo mais comercial. Deste acordo saiu O Cabo do Medo, suspense estrelado, como de costume, por Robert de Niro. Quem dera todos os filmes comerciais fossem assim.
Não é incomum discussões sobre o melhor Scorsese. Alguns preferem Os Bons Companheiros, filme sobre um tipo de máfia ítalo-americana que, diferente daquilo feito por Copolla em O Poderoso Chefão, aposta num universo menos glamoroso da máfia. Considerado um dos cem maiores filmes da história, Touro Indomável, inevitavelmente acaba apontado como o grande filme de Martin Scorsese. a cineobiografia do pugilista Jake La Motta, diferente do que possa parecer à primeira vista, não refere-se ao boxe. Na realidade Scorsese faz um tratado sobre a agressividade e a dificuldade humana em se comunicar.
Apesar das inúmeras indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro seu trabalho como diretor teve um tardio reconhecimento. 22 anos depois da Palma de Ouro de melhor diretor no Festival de Cannes por Depois de Horas, ele recebeu o Globo de Ouro, também de melhor diretor, por Os Infiltrados. No filme, Scorsese sedimenta sua parceria com Leonardo Di Caprio e inaugura, tomara, uma nova com, nada mais, nada menos que Jack Nicholson.
Na trilha sonora do filme, assinada pelo maestro Howard Shore, e em cada fotograma parece que estamos fazendo uma viagem no tempo, de volta aos anos 70 e ao velho estilo, que consagrou o diretor no início de sua carreira. Então que o perfeccionismo de Martin Scorsese, mais uma vez tome conta do mundo do cinema.Thursday, August 31, 2006
Estréias - A Dama na Água

A piscina de um típico complexo de apartamentos na Filadélfia é a morada de uma narf, ou ninfa das águas, que é descoberta pelo zelador interpretado por Paul Giamatti. Ela precisa completar uma tarefa e retornar para seu mundo. Mais uma vez Shyamalan utiliza o fantástico e cria uma mitologia própria, eco das histórias de ninar que ele contava para suas filhas.
Ao trazer a magia para o cotidiano patético do zelador, perde-se a fantasia. Fica difícil acreditar numa história mítica que se passa num mundo tão cínico como o nosso. Mesmo com as boas interpretações de Giamatti e Bryce Dallas Howard, “A Dama na Água” acaba afundando em seus próprios erros. O placar agora está negativo para Shyamalan.
Tuesday, August 01, 2006
FIT BH 2006

Fogo, luzes e muita musica. Durante todo o espetáculo o público foi bombardeado por imagens de encher os olhos. No início um confuso casamento com atmosfera cigana regado a muita bebida. O caos é instalado quando um pequeno barco de bárbaros invade e incendeia a cidade. Os moradores sobreviventes fogem com o pouco que lhes resta, até que finalmente a arca passeia no meio do público em busca de seu destino.
Friday, June 16, 2006
Carta a Carlos Alberto Parreira

Não sei o quanto você sabe sobre a expectativa do povo brasileiro com a Copa do Mundo. Permita-me descrever algumas imagens que podem demonstrar o tamanho da paixão que o brasileiro sente pela sua seleção:
Às vésperas do jogo de estréia contra a Croácia, sempre que eu me dirigia ao trabalho ficava impressionado com a enorme quantidade de enfeites pelas ruas. Nos carros as pessoas exibiam com orgulho a bandeira brasileira e até mesmo nas moradias mais humildes era possível visualizar o nosso verde e amarelo, isso em casas e locais onde as pessoas não têm motivo algum para expressar seu patriotismo. Depois do jogo e daquela atuação medíocre confesso que senti um desânimo geral, não é para menos! Sei que é complicado lidar com favoritismo e faço idéia o quanto deve ser difícil trabalhar com estrelas, mas me vejo na obrigação de deixar um recado para que você passe a seus comandados: Quando entrarem em campo, em qualquer jogo, lembrem-se daqueles jogadores que vieram antes de vocês e que são a base de sustentação do sucesso de nosso futebol. Eles ganhavam muito menos e jogavam muito mais!
Tuesday, June 06, 2006
Em Cartaz - maio 2006
Em maio consegui assistir a dois blockbusters que estão em cartaz, o primeiro foi X-Men: O Confronto Final.Seqüência da franquia iniciada por Brian Singer em 2000, o filme está agora nas mãos do diretor Brett Ratner que, contradizendo as expectativas, fez um ótimo trabalho. A primeira qualidade do longa de Ratner é que ele não ignorou as seqüências anteriores, pensando em dar um toque pessoal ao filme. Seu X-men é realmente uma seqüência. Outro ponto alto é a profundidade da história, o enredo é mais dramático, o que delineia ainda mais as características de cada personagem, já o sub-enredo permanece o mesmo, X-Men continua sinônimo de crítica ao racismo e a xenofobia.
P.S: Vale a pena esperar o término dos créditos finais!!!
Já O Código Da Vinci deixou a desejar. A adaptação que o diretor Ron Howard fez do Best Seller de Dan Brown não faz jus nem ao que o livro traz de melhor: o suspense. Ron Howard parece sempre estar correndo com a história para que nada fique de fora. As intervenções que o roteiro realiza são sofríveis, salvo aquela que transforma os dois criptex em um só. Se o livro já era repleto de informações infundadas e sem comprovação histórica o filme chega como uma grande sacada comercial. Visto o mundo de publicações e documentários que surgiram após a publicação de O Código Da Vinci, não é surpresa alguma Hollywood querer sua fatia do bolo.












